Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Meditação - teoria e prática



Artigos: http://www.scribd.com/swami_kanan

Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=rSU8ftmmhmw

O homem mais feliz do mundo?

Segundo a ciência, o monge francês Matthieu Ricard é o homem mais feliz do mundo, mas ele diz que a questão do título não importa. Mergulhe na mente do budista (e Phd em biologia) e entenda por que você não precisa viver em um mosteiro para ser feliz. Basta começar a meditar.

Conto que o procuro por causa de um spam.
Ele sorri, abana a cabeça e dá um suspiro profundo. "Nunca teria me autoproclamado como o homem mais feliz do mundo. Isso começou com um documentário da televisão austríaca. Em seguida, o jornal britânico 'The Independent' publicou uma reportagem anunciando que eu era a pessoa mais feliz do mundo", afirma. "O que aconteceu é que participei de um estudo na Universidade de Wisconsin [EUA], para medir os benefícios da meditação. Todos os 12 voluntários possuíam uma longa experiência, com mais de 10 mil horas de práticas meditativas", diz Ricard.

O título de "homem mais feliz do mundo" de Matthieu Ricard é dividido com ao menos mais um monge budista. O nepalês Yongey Mingyur Rinpoche participou das mesmas pesquisas que Ricard, supervisionadas pelo professor Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin (EUA). Rimpoche também alcançou elevados índices de atividade das ondas gama. Escreveu um livro, já traduzido para o português, "A Alegria de Viver". Seu colega Matthieu Ricard assinou o prefácio da edição francesa. "Em sua essência, o budismo é muito prático", escreve Mingyur Rinpoche. "Trata-se de fazer coisas que encorajem a serenidade, a felicidade e a confiança - e evitar outras que provoquem a ansiedade, a desesperança e o medo."

Artigo completo: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG84137-7943-205-2,00-ESTE+E+O+HOMEM+MAIS+FELIZ+DO+MUNDO.html

Meditação Budista estudada cientificamente
Português: http://www.youtube.com/watch?v=hzPM8hAgmpA

Tibetan Buddhist Monks - Meditation and Science - Teste em monges
http://www.youtube.com/watch?v=R-wuOYlxMSY

Matthieu Ricard e Yongey Mingyur Rinpoche, dois dos monges testados nos estudos sobre meditação e seus resultados surpreendentes.
Palestra na Google com Matthieu Ricard, melhor a partir do 39 min: http://www.youtube.com/watch?v=peA6vy0D5Bg&feature=channel
Entrevista com Yongey Mingyur Rinpoche: http://www.youtube.com/watch?v=-lq9TVwSjAA
Meditation & Science - Efeitos da Meditação
Meditation and the Brain - Activating the Brain's Compassion Circuits - Efeitos da Meditação
Estudos sobre Meditação:

terça-feira, 20 de julho de 2010

Você usa muleta?


Por Glauco Tavares (escrito em São Paulo, no dia 19 de Março de 2009)

Durante a minha leitura do livro "Como um místico amarra os seus sapatos" uma, das várias histórias, me chamou a atenção:

"Foi a muito, muito tempo. Num casebre muito pobre junto aos portões de entrada da cidade vivia um eremita. Ele era venerado como um asceta santo, muitas pessoas procuravam seus conselhos. Até o rei já tinha ouvido falar dele. Ele quis conhecer esse homem de qualquer maneira. Um dia ele foi até o casebre e perguntou-lhe se não queria mudar-se para o palácio.

- Se o senhor quiser -respondeu o eremita - Posso ir a qualquer lugar.

O rei ficou surpreso, mas não deixou isso transparecer. Ele havia imaginado que o eremita aceitaria seu convite. Um verdadeiro eremita não deveria recusar a oferta? O rei começou a ter dúvidas. Mas como ele já havia feito o convite, levou o homem ao palácio onde mandou que lhe preparassem um belo quarto e uma boa refeição.

E o que fez o eremita? Ele usufruiu do belo quarto e da boa comida. No dia seguinte também, e no seguinte ao seguinte. Esse homem, que dizia ser um asceta, deixou-se tratar muito bem no luxuoso palácio. O rei estava profundamente decepcionado. Depois de uma semana ele falou diretamente ao estranho hóspede:

- Desculpe-me, mas simplesmente não consigo entender como você, um asceta, pode viver em um palácio. Qual a diferença entre você, um homem santo, e eu, um rei?

- Se o senhor quer ver a diferença, então venha comigo para fora da cidade.

Os dois se puseram a caminho. Caminharam por muito tempo sobre campos ensolarados, bosques úmidos e aldeias isoladas. E quanto mais caminhavam, mais impaciente o rei ficava. Quando anoiteceu ele pediu ao eremita insistentemente que finalmente respondesse à sua pergunta.

- Eu lhe direi apenas uma coisa - respondeu ele - Não voltarei mais. Seguirei adiante. O senhor virá comigo?

O rei sacudiu a cabeça.
- Não posso. Não posso abandonar meu reino e meu palácio. Além disso tenho uma família.
- Está vendo a diferença? Eu posso seguir adiante, não deixei nada para trás. Desfrutei das comodidades do palácio. Mas não me apeguei a elas. Por isso eu posso agora seguir adiante.

- Por favor, não faça isso - disse o rei - Volte comigo ao palácio.
- Para mim não faz diferença se volto ao palácio com o senhor ou sigo adiante. Mas se eu voltar, também voltarão suas dúvidas. Por isso, por amor ao senhor, eu seguirei adiante."

Esta história me fez refletir se estamos realmente prontos para largarmos tudo e mesmo assim ainda sermos felizes. No Yoga este conceito é conhecido como Santosha, contentamento e aceitação, ou seja, nossa felicidade e nossa paz independente da situação externa.

Não pensei sobre isso no sentido de sermos um eremita e abandonarmos o mundo, mas no sentido de aceitarmos as mudanças do ciclo da vida e nos conformarmos com as novas situações, que nem sempre vão ao encontro de nossas expectativas.

Mas vejo que muito mais do que nós deixarmos algo, seria o nosso entendimento de deixarmos ir embora algo ou alguém o que não nos pertence. Tenho como ponto de observação a seguinte frase quando estou nestes momentos de aceitar ou não o distanciamento de algo: "O universo é sábio. O que for meu por direito divino venha até o mim, o que não for, que ele leve embora".

Como disse acima, tenho momentos que estou pronto e outros não, por isso ainda faço uso desta frase. Mas vejo isso como algo positivo, pois se consigo ter este discernimento é sinal que estou no caminho certo para trabalhar com meu apego. Pois estou atento a ele e consigo enxergar a hora que ele está presente e a hora que não está. Sendo assim, fica mais fácil lidarmos com algo que conhecemos do que com um fantasma, neste caso o "fantasma do apego".

Outra pergunta que me fiz foi com relação ao desequilibrio que estas mudanças da vida causam em nossa felicidade. Refleti e percebi que usamos várias"muletas" para nos sentirmos felizes: o trabalho, o status social, o relacionamento, os filhos, o carro, o relógio, o celular de última geração dentre várias outras. Por isso, quando a vida nos retira algo que funciona como uma "muleta" nos ficamos infelizes. Qual a muleta que você está usando para manter a sua felicidade?

Pensemos nisso...
Namastê!

sábado, 1 de agosto de 2009

Felicidade Interna Bruta


Sempre que se torna necessário, mesmo durante o dia, fujo para meu quarto, sento confortavelmente na cama e relaxo profundamente. Ora busco me concentrar na respiração, ora começo uma já breve contagem regressiva, ou simplesmente foco minha atenção em algo, que pode ser um mantra ou um aspecto que quero desenvolver de forma profunda e legal, como é o caso agora. O silêncio é o maior aliado e uma vez atingido um determinado ponto, a correta freqüência de ondas cerebrais, começa a viagem suave dentro de mim, sempre preciosa e reveladora. Invariavelmente, o gato Zé capta esta passagem de fase e devagarinho se posiciona sobre meu colo, enrolando-se e assentando-se, ficando assim totalmente à vontade. Muito independente, nunca faz isso em outras situações; mas toda vez se recusa a sair de seu "ninho" quando preciso voltar às tarefas que me esperam. Este é um dos pontos altos de minha vida, estou em paz com todos, ando muito a pé pelo bairro, encho o tanque do meu velho carro uma vez por ano e utilizo, para deslocamentos maiores, uma moto bem conservada que já não paga IPVA faz oito anos. A saúde está perfeita e não tomo remédios praticamente desde que comecei a meditar em 1986. Desde 1999, comecei a largar tudo que durante uma vida foi meu trabalho e meu sustento. Vivo de forma espartana, simples. Os filhos e a amizade dos colaboradores - mais ou menos próximos - também são minha grande alegria.

Dá pra perceber que não considero o que realizo no STUM um trabalho e sim uma conquista? Mesmo com os inevitáveis percalços, afinal, o site é uma empresa prestadora de serviços, e isso pode criar situações de estresse, estou quase sempre fazendo o que gosto e isso simplesmente não tem preço.

Sei bem que pode ser muito difícil chegar até este ponto... com certeza foi fundamental ter experimentado várias outras situações e atividades, permitindo-me fazer comparações com experiências vividas, pesando prós e contras, lembrando as dezenas de milhares de horas perdidas no trânsito, as estruturas claustrofóbicas cristalizadas de algumas empresas ou os desafios criativos de outra ordem e de muita intensidade, gerando também satisfação profissional e pessoal. A diferença entre fazer o que realmente gostamos ou lutar para conquistar o "sucesso" da forma que conhecemos hoje, pode ser simplesmente o que separa o bem-estar verdadeiro da permanente insatisfação que acompanha a maioria dos que estão numa frenética roda-viva influenciados pelos altos brados da mídia. Ainda é complicado falar com estes sobre autoconhecimento, espiritualidade, mudanças, todas palavras sem muito sentido, consideradas como mais um modismo ou algo ainda mais inútil e passageiro.

Por "sorte", outras pessoas, em algum momento de sua vida, cansadas e ressabiadas resolvem que está na hora de realizar uma mudança radical, conscientes de que já não adianta mais buscar lá fora... chegou a hora de olhar para dentro e é quando, finalmente, percebem que é onde se encontram todas as respostas, bem como todas as ferramentas e apetrechos necessários para iniciar uma viagem fascinante que não tem fim e que se chama de "A viagem da Alma". O ponto de mutação foi ultrapassado.

Mas... e os outros irmãos?
Sei muito bem o quanto é difícil tocar a alma dos que ainda vivem ritmos frenéticos em busca de objetivos materiais ou que ainda lutam bravamente para sobreviver neste sistema social perverso e desolador. Por outro lado, sei que todos iremos ouvir nosso coração, mais cedo ou mais tarde, pelo amor ou pelo sofrimento (como foi o meu caso); óbvio que já fui parte integrante dessa massificação sistemática que hoje somente me cria desconforto e desalento... mas recebi, na época, muita ajuda deste plano e do outro; em muitos casos, me espelhei em pessoas despertas, coerentes e amorosas... e está mais do que na hora de retribuir o que recebi para impulsionar os outros em suas caminhadas.

E a informação fartamente disponível na Internet é uma preciosa fonte diferencial; precisamos acompanhar (e selecionar) este fluxo precioso de dados, para que tenhamos a noção correta do que se passa aqui e lá fora. Lamentavelmente, muitos indicadores são preocupantes, mostrando o rumo confuso (para dizer o mínimo) que a sociedade escolheu atualmente. Fiquei chocado ao ler como os antidepressivos são consumidos de forma alarmante por aqui; sua venda no Brasil cresceu 42% em quatro anos!
Outro dado assustador mostra que somente em uma década, nos EUA, aumentou em 18% o índice de hipertensos (isso antes da crise econômico-financeira que abalou o mundo...).
Somente para lembrar aqui e agora o que está na origem de tantos problemas: 20% da população mundial responde por 86% do consumo global, de 45% da carne; de 58% da energia; de 84% do papel e 87% dos carros.
Mas a mudança é real e palpável, tem se acelerado e está aí para que todos vejam. Um sinal e tanto: um dos símbolos mais importantes do sistema, a General Motors, que foi até o ano passado a maior produtora de veículos do mundo, chegou a ter sua ação em bolsa valendo, na semana passada, a ninharia de 2.63 dólares... um papel que chegou a valer 90! Um gigante, um símbolo mundial está despencando, falindo... caso não receba o auxilio do governo americano!... Por que será?

O Universo está com pressa.
Vamos parar de colocar nossa energia nesses e nos muitos outros fatos ocorrendo no mundo de forma brusca e em rápida sucessão, antecipando tempos ainda mais sombrios acerca do atual sistema econômico mundial. Vamos tratar de algo positivo, que está acontecendo agora e que tem tudo a ver com a primeira parte deste texto: a busca por uma qualidade de vida melhor, redefinido os parâmetros, os valores REAIS que nos permitem, em qualquer lugar, idade e situação, saborear e vivenciar toda a dimensão de beleza, felicidade e amor que está e sempre esteve nos acompanhando.

Para tanto é necessário que os paises deixem de considerar o PIB (Produto Interno Bruto) como o principal indicador para classificar, qualificar um país em escala mundial. O desgaste da classificação em função da riqueza produzida chegou a um ponto crucial. Ficou totalmente obsoleto e deverá, na nova era que se aproxima, deixar seu lugar a outros aspectos, que finalmente levem em conta o SER em contraposição ao TER;

Este boletim foi inspirado em um texto que li na Folha de São Paulo sobre o conceito que já vem de longa data e que está sendo aplicado seriamente em alguns paises importantes como o Canadá com o seu CIW (Índice Canadense de Bem-estar), apelidado de FIB (Felicidade Interna Bruta), e a riqueza dará lugar a esses tópicos:

Bem-estar em contraposição a dinheiro a qualquer custo;
Sustentabilidade X uso perverso de energia não-renovável;
Legado às futuras gerações X exploração descontrolada dos recursos naturais;
Prevenção REAL de doenças X detecção rápida de doenças;
Comunidade X individualidade;
Conhecimento real X Conhecimento distorcido a serviço do sistema;
Unidade X separação;
Redefinição de padrões de qualidade de vida X Padrões orientados pelo TER;
Uso criativo do tempo X "O tempo é dinheiro";
Inclusão social X preconceito e separação;
Espiritualidade universalista X religiões dogmáticas e seitas;
Ética X degradação moral;
Dimensão global X nacionalismo e patriotismo;
Produção e consumo racionais X Produção de supérfluos e marketing irrestrito;
Valorização das sabedorias ancestrais e dos mais velhos X Desrespeito atual.

Desejo de todo coração que quem está hibernando, acorde, que a Luz contemple e toque com seu brilho e calor mais e mais seres humanos para que a mudança avance sem parar.
É algo real. Sabemos que não se trata de utopia. Se eu mudei do que era e hoje estou aqui finalmente fazendo minha parte... TODO MUNDO PODE MUDAR!
Basta que o recado, suave, amoroso e inteligente que venha a tocar nosso coração nos sensibilize, atuando firme no nosso centro, despertando o sentimento mais forte e incorruptível que existe: o Amor Incondicional. Que venha então uma grande epidemia, um contágio total provocado por essa energia que está na base de tudo, que essa força atue em todos os seres e, assim, quando a maioria entrar na sintonia, o mundo passará de fase, dará um salto para o alto, realizando desta forma, com todos a bordo, a verdadeira ascensão que muitos estão esperando e merecendo.
Sim, é possível, nós podemos, pois somos um só!

Namastê



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...